segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Letras móveis

     A aprendizagem dos alunos, na alfabetização, pode ocorrer de várias formas e por meio de diversos recursos.

     Dentre tanto materiais, quero destacar um dos mais valiosos nesta fase: as "letras móveis".

     Por dar a escrita um caráter provisório, fornece para a criança várias opções, de forma que possa escolher as letras mais adequadas para sua hipótese de escrita.

     Com o lápis e a borracha, o erro ficará marcado quando for preciso apagar alguma letra que não se adaptar a palavra que o aluno escrever.
     
     No caso das letras móveis, o conflito pode ser resolvido apenas trocando as letras, sem marcas e sem traumas...


   O Programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, fornece um material super interessante que é colorido, resistente e de fácil manuseio. Este material faz parte do meu trabalho com os alunos do primeiro ano, onde realizo diversas atividades de escrita, como listas, textos memorizados, quadrinhas, parlendas, etc . Eles praticamente são alfabetizados com o uso deste recurso.

     Ao longo do tempo, reproduzi algumas variações de atividades com letras móveis...

  • Usando caixinha de fósforo:



  • Colocando três nomes de animais em um envelope para o aluno separar e escrever:









  • Tabela com ou sem banco de palavras:



     Abaixo estão as atividades para imprimir e montar de acordo com sua preferência:
  • Frutas:


  • Animais:





  • Tabelas:












segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sondagem: para que serve?

     Assim como um bom médico não pode indicar o tratamento sem antes fazer os exames necessários para obter o diagnóstico, um bom professor não pode abrir mão da sondagem periódica de seus alunos para planejar suas aulas. 

     Analisando o que as crianças já sabem, fica mais fácil estabelecer o que precisa ser feito para que avancem mais ainda.

     Mas não vale mascarar a sondagem, os dados precisam ser reais para que o aluno tenha acesso a atividades eficazes para o seu nível de conhecimento e para que sejam feitos os agrupamentos produtivos necessários, pois  os colegas são preciosas fontes de troca de informações.

Mas, o que é "sondagem"?

     Este termo ( sondagem ) é muito utilizado pelos professores. Trata-se de um teste onde, no caso da alfabetização inicial, o professor solicita que o aluno escreva algumas palavras do mesmo campo semântico. Durante o teste o professor não só observa como a criança escreve, mas também como faz a leitura daquilo que acabou de escrever.

     Através desta observação, é possível saber em qual hipótese de escrita o aluno se encontra, ou seja, o que ele pensa sobre a escrita. É aí que começa o nosso trabalho, pois temos que aplicar o remédio certo, na dose certa.

     Segue abaixo um quadro com os conceitos sobre as hipóteses de escrita:
     Em caso de dúvida sobre a hipótese dos alunos, vale sempre a pena recorrer aos colegas. Analisar as escritas em conjunto, não só tira as dúvidas para um diagnóstico mais preciso, com também faz o grupo crescer nos saberes e nas experiências.

     Além disso, as listas de palavras exercem papel fundamental no processo de avaliação durante a Alfabetização. Para saber mais sobre como preparar uma lista perfeita e realizar uma Sondagem eficaz, com as instruções corretasclique aqui.

     Indico também um super vídeo da Revista Nova Escola, onde podemos aprender mais um pouco sobre como realizar a sondagem...



     São apenas cinco minutos que podem facilitar, e muito, o nosso trabalho.

   Além disso, as listas de palavras exercem papel fundamental no processo de avaliação durante a Alfabetização. Para saber mais sobre como fazer uma Sondagem eficaz, com as instruções e ferramentas corretasclique aqui.


sábado, 20 de outubro de 2012

Trabalho com listas...

    As listas estão presentes no cotidiano de todo mundo. Quem não faz uma lista de compras quando vai ao supermercado?

    Por este motivo, é um tipo de texto que apresenta grande fonte de aprendizagem na alfabetização, pois sua estrutura é simples e faz parte do contexto social dos alunos.
     
     As variações são inúmeras, tanto em atividades de leitura, quanto de escrita.
     
   Os trabalhos podem ser realizados em grupo, duplas, individualmente, usando lápis e papel ou letras móveis.
     
   Considero estas atividades como as mais eficazes no meu trabalho e não abro mão de realizá-las duas vezes por semana (leitura e escrita).

   Além disso, as listas exercem papel fundamental no processo de avaliação durante a Alfabetização, caso queira saber como usar a lista de palavras para avaliar seus alunos clique aqui.

Campo semântico: Aprendi na prática


  Como já disse em outra postagem, no começo da carreira, fiquei confusa sobre qual metodologia seguir, mas sobre a eficácia das listas, eu nunca tive dúvida.
    
    No meu primeiro ano de trabalho tive uma experiência inesquecível...
     
    Levei para a classe uma " bela lista " de palavras com a letra " B ". A primeira palavra era BALEIA.
   
    Pedi para o aluno ler, pois eu já tinha " trabalhado o BA-BE-BI-BO-BU ", então era óbvio que ele saberia, mas não conseguiu. 

   Então eu disse que a primeira palavra era BALEIA e perguntei qual era a segunda. Ele respondeu GOLFINHO. Continuando, disse que a terceira era TUBARÃO.
   
     Vocês podem notar que houve um equívoco, mas não do aluno e sim da minha parte.
     
    O aluno pensou com uma lógica: se a primeira palavra era BALEIA, a lista era de animais marinhos.
    
   A lista que eu fiz não tinha um tema. Por se tratar de palavras com a mesma letra, era ampla, inadequada e não tinha nenhuma função social. 
     
    Deste momento em diante concluí que era essa linha que eu iria seguir. Não posso dizer que a teoria construtivista é absoluta, mas ocupa quase todo o espaço na minha prática.
    
    Se a lista tem um contexto e o aluno tem essa informação, consegue ler, mesmo sem saber ler convencionalmente e com certeza vai avançar no processo de alfabetização.
     
    Veja os modelos abaixo e faça uma comparação...


     É claro que a proposta não é " largar " a lista na mão da criança, mas solicitar que localize o que está escrito. E ao escrever, não se espera que escreva convencionalmente, mas que escreva segundo sua hipótese, refletindo e justificando suas escolhas. É nesse momento que pode confirmar ou descartar o que pensa sobre a escrita, ampliando seus conhecimentos.  

     Segue abaixo alguns exemplos de atividades para trabalhar com listas: