quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O que não pode faltar em uma sala de alfabetização – Parte I

O Alfabeto


Todos concordam que ele não pode faltar, mas muitos ainda confundem de que forma deve ser exposto e como deve ser usado.

Um bom alfabeto para ser utilizado corretamente  deve ser muito simples: não precisa ser colorido, nem deve conter bichinhos, desenhos ou qualquer outra referência, pois ele mesmo é a referência. O aluno precisa acioná-lo pelas letras e não pelos atrativos.

Outra coisa que considero desnecessária é colocar o alfabeto com as quatro formas (letra de fôrma e cursiva, maiúscula e minúscula). As letras devem ser maiúsculas em formato “bastão”. Ao contrário do que muitos pensam, depois que o aluno está alfabetizado, fica muito fácil aprender as outras formas.

Encontrei no site da Revista Nova Escola, para baixar gratuitamente, o modelo de alfabeto perfeito para colocar na parede da sala: http://revistaescola.abril.com.br/pdf/alfabeto.pdf

Quanto ao uso desta ferramenta, a palavra-chave é “memorização”. O aluno precisa memorizar a ordem alfabética através de parlendas, brincadeiras, e outras atividades, pois quando precisar utilizar uma letra que não se lembra como é, irá recitar o alfabeto até que encontre a tal letra que precisa.

Não se esqueça do alfabeto de mesa, aquele que deve ficar sempre a mão para consulta na hora da escrita. Espero que gostem, usem e abusem...

domingo, 23 de setembro de 2012

1 º ano de uma professora...

Eu sempre digo que não escolhi o magistério, mas o magistério me escolheu. Imaginem como foi o primeiro ano de trabalho de uma professora recém formada e que “não sabia pegar no giz”...

Quando cheguei à escola para assumir minha classe de 1ª série, um anjo apareceu em minha vida. Era uma professora muito experiente que "foi com a minha cara" e me adotou. Me explicou como fazia o seu trabalho, me deu dicas, exemplos de atividades, etc... eu estava no paraíso. Mas essa professora tinha uma prática totalmente tradicional e embora tivesse sucesso em seu trabalho, aquilo não fazia sentido para mim, pois na Faculdade de Pedagogia eu havia aprendido outras coisas.

Por outro lado, nesta mesma escola, eu conhecia uma professora que só trabalhava com listas; era lista disso, daquilo, era lista todo dia... Mas esta professora, diferentemente da primeira, não compartilhava seus conhecimentos e sua prática.

Então, fiquei no meio desse tiroteio de metodologias, sem saber ao certo o que fazer. No mês de agosto cheguei a pensar em desistir, pois tudo era difícil e me sentia solitária.

Eis que aquele maravilhoso anjo que citei no inicio do texto me fez refletir sobre algo que foi a luz no fim do túnel. Ela simplesmente disse que no primeiro ano eu sofreria muito e que tudo seria difícil mesmo. No segundo ano as dificuldades ainda estariam muito presentes. A partir do terceiro, as coisas começariam a clarear e por volta do quarto ano eu me estabeleceria. O segredo era continuar caminhando.

Pois é! Estou em meu nono ano de trabalho. Tudo ainda é meio novo, mas agora já dá pra saber o que dá certo e o que precisa melhorar. Respeito o modo como os professores ensinavam antigamente, mas, em minha prática, busco compreender como as crianças aprendem na realidade atual. 
                                                                                                   
Hoje trabalho com o 1º ano do Ensino Fundamental (descobri que essa é a minha praia) e neste blog pretendo divulgar algumas experiências, vídeos e atividades da minha própria prática pedagógica, de maneira que possa auxiliar todos aqueles que, assim com eu, encontraram dificuldades no início da carreira.

A intenção é fazer e aprender...